Por Rodrigo Santaella Gonçalves
Publicado na Revista Sociedade e Estado, vol. 37, n. 2, mai/ago de 2022
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Dizia o autor boliviano René Zavaleta Mercado (1983:20) que as crises ofere cem oportunidades ímpares para o autoconhecimento das sociedades, pois expressariam uma forma de “unidade patética do diverso”. As crises econômicas, societárias e políticas sintetizam concretamente a totalidade social não aparente no cotidiano, e que, por isso, emerge de maneira mais direta e nítida para aqueles com disposição e instrumental teórico-crítico para captá-la. O segundo livro de Edemilson Paraná, Bitcoin – a utopia tecnocrática do dinheiro apolítico, insere-se nesse desafio: busca captar, a partir de um objeto concreto – o Bitcoin –, aspectos fundamentais da dinâmica do capitalismo em sua forma neoliberal no contexto de sua crise contemporânea.
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